Produção Musical

Muitas pessoas desconhecem a importância e a função de um produtor musical. O produtor musical tem como função principal fornecer todas as condições para que o artista (seja ele uma banda, um cantor ou um instrumentista) desenvolva sua arte da maneira mais verdadeira, eficiente, honesta e criativa possível. Além disso, ele auxilia no direcionamento estético e musical da carreira do artista, inclusive minimizando custos de produção através de planejamento/controle.

A seguir, apresentamos uma série de perguntas frequentes e suas respostas, para aqueles que desejam ser produzidos por Paludo.

F.A.Q.
 

01) Por que eu deveria contratar um produtor? Pra mim isso é por dinheiro fora!
PALUDO: Este tema é bem comum. Muitas vezes os artistas enxergam a contratação de um produtor como um gasto e não como um investimento. No meu caso, possuo um estúdio amplamente equipado e todo o processo de pré-produção e pós-produção é feito aqui. O planejamento das etapas de produção (ensaios, arranjos, gravação) também é tarefa do produtor, e isso diminui substancialmente o custo para a produção de uma faixa ou de um CD Full. Trabalho por meio de preço pacote (um valor fechado, independente do número de horas gastas no trabalho). Isso garante que, com certeza, além de maior dedicação, o custo x benefício fique imbatível.

 

 

02) O produtor vai mudar meu som? Vai interferir na minha criatividade?
PALUDO: Não, esse não é o objetivo. O objetivo é escolher as melhores laranjas (elementos de produção disponíveis) e tirar o melhor suco possível (a essência artística). Ou seja, é fazer com que as idéias musicais soem da melhor forma possível.

03) O que eu ganho contratando um produtor?
PALUDO: Por trás de todos os grandes discos da história sempre houve um grande produtor. Quincy Jones, George Martin, Eddie Kramer, Liminha, Alessandro Tausz, Apollo9 são alguns exemplos. Ou seja, o produtor serve como um elemento auxiliar ao artista, tornando viáveis seus sonhos e adequando o trabalho aos anseios, tanto do artista, como o do público. Esta equação é equilibrada justamente pelo produtor.

04) Por que eu não posso produzir meu trabalho sozinho?
PALUDO: Produzir exige experiência e um envolvimento emocional distanciado. Por exemplo, no caso de uma banda, na hora de mixar uma faixa (que é a hora mais delicada do trabalho, normalmente feita às pressas por falta de recursos financeiros) todo mundo quer que seu instrumento soe bem alto, bem claro. Isso, às vezes, implica em brigas e guerras de ego dentro de uma banda. O produtor, por estar “de fora” tem uma visão menos “emocionada” e mais “racionalizada”, o que não significa deixar o trabalho frio e plástico, mas sim, que ele não está sujeito a esse turbilhão de sentimentos que a banda sofre. Esta visão distanciada gera resultados mais eficazes do que se a própria banda produzisse. A grande maioria dos artistas conta com produtores para auxiliá-los. Quer um exemplo? Pegue seu álbum predileto e descubra quem o produziu!

05) Custa muito caro produzir uma faixa?
PALUDO: Esse valor vai depender do tipo de estúdio utilizado, da complexidade da faixa e do tempo em que o produtor estará envolvido com o artista. Mas é um preço bem acessível, e sempre é melhor se ter uma faixa bem gravada, do que uma demo inteira gravada de forma caseira.

06) O produtor ajuda a alcançar o sucesso? E se meu trabalho for underground?
PALUDO: Sucesso não significa ser pop ou vender milhões de discos. Sucesso significa fazer um trabalho de qualidade, inovador e que tenha consistência, independente do estilo que se trabalha. Se esse objetivo for atingido, o “sucesso” virá naturalmente, ou seja, o reconhecimento do público, seja ele pequeno, médio ou grande. Com certeza, o produtor é um bom catalisador nesse processo.

07) Sou cantor/compositor e não tenho banda, mas queria gravar meu som. O produtor pode ajudar nisso?
PALUDO: Sim. No meu caso, que sou multi-instrumentista, seguidamente produzo todo o arranjo até a finalização da faixa. Dependendo do caso, ainda é possível contratar músicos para auxiliar nesse trabalho, mas isso vai depender da verba disponível e da necessidade de se fazer essa contratação.

08) O produtor pode arrumar shows para mim?
PALUDO: Não, isso é tarefa do empresário, e não do produtor musical. O produtor musical produz faixas (a gravação das músicas), cria arranjos, mixa, masteriza e faz direção artística/musical (A&R). Shows quem “consegue” é o empresário. Esta confusão é muito comum.

09) Como funciona o seu processo de produção?
PALUDO: Eu trabalho nos mesmos moldes dos produtores norte-americanos. Primeiro a banda me manda uma gravação caseira mesmo (como por exemplo uma gravação de ensaio) para que eu possa avaliar o material sonoro (composição e arranjos). Após essa etapa, juntamente com a banda, decidimos o que será efetivamente gravado. Escolhemos o estúdio de gravação e marcamos a data da gravação. Antes dessa data, é essencial que eu assista aos ensaios para preparar a banda para gravação, afinando e compondo arranjos, sanando problemas de execução dos instrumentos e possíveis erros de interpretação e intenção artística do vocal. Então, vamos ao estúdio e gravamos o material. Numa fase posterior, eu trago todo esse material que foi gravado (em pistas de áudio separadas) para o meu estúdio e começo a trabalhar na timbragem das pistas, mixagem e inserts (como, por exemplo, colocação extra de teclados, pianos, metais, efeitos sonoros, guitarras extras, etc). Então, após a mixagem total, eu envio uma amostra em mp3 via web para que a banda possa aprovar. Estando tudo ok, faço a pré-masterização da faixa e envio novamente à banda. Após a aprovação definitiva, o material é entregue em CD de áudio (CDA) ou CD-R de dados, conforme o interesse da banda. Ou seja, utilizamos um estúdio externo para a gravação e o meu estúdio para mixagem e pós produção. Eventualmente, masterizamos o trabalho em estúdio externo, como, por exemplo, no Abbey Road, em Londres. Esse custo é cobrado à parte.

10) Em relação aos inserts citados, como isso é feito?
PALUDO: Quando necessários, esses elementos extras são produzidos a partir de geradores timbrais e samplers de última geração. Podemos ter sons reais de bateria orgânica, Mini Moogs, Mellotrons, pianos de cauda, naipes de sopro reais ou cordas reais. A sonoridade fica real, pois esses timbres são sampleados de instrumentos reais, tocados por músicos reais. Não são loops e sim amostras de som. Assim, economiza-se em cachês de músicos extras e em aluguel de equipamentos caros que a banda não dispõe (como, por exemplo, um piano de cauda).

11) Um arranjo simples de guitarra, baixo e bateria é suficiente para uma boa faixa?
PALUDO: Isso vai depender da proposta do artista, mas atualmente o mercado quer novas sonoridades, e através de inserts conseguimos um resultado surpreendente e criativo. Por isso, salvo raros casos, utilizamos a tecnologia para incrementar a sonoridade do artista. A criatividade na mixagem e timbragem conta muito, também. Mas, se o som orgânico da banda for suficiente, ficamos somente focados na banda. Essa é uma decisão artística estética tomada em conjunto entre o produtor e a banda/cantor.

12) Caso seja feito, esse custo de insert e arranjos são cobrados à parte?
PALUDO: Não, esses custos estão incluídos no montante do cachê de produtor musical.

13) Por que você não trabalha com artistas que cantam em inglês?

PALUDO: Porque somos brasileiros, e o mercado, principalmente o internacional, tem total interesse na sonoridade da língua portuguesa. Assim, cantando na nossa língua nativa, já inserimos automaticamente um diferencial significativo de mercado. Além disso, por mais que o vocalista ou a banda tenham conhecimento de inglês, nosso sotaque sempre soa esquisito e amador para o publico externo. A música atual do Brasil precisa resgatar a sua brasilidade, como bem fazem, artistas como Anitta e Karol Conka, e no passado, Mutantes, etc.

 

14) Minha banda não tem muita verba, mas queremos gravar varias faixas. O que fazer?

PALUDO: Tudo na vida exige investimento. O mercado musical mudou muito e está em constante modificação. DEMOS não existem mais. Demo só serve para mostrar aos amigos. Se a banda busca uma carreira que dê resultados, tem obrigação de produzir um material adequadamente elaborado. Isso implica em bons instrumentos, bons estúdios e na contratação de um produtor musical. Claro que nem sempre a banda tem disponível todo o investimento necessário para se conseguir esse resultado. Nesse caso, é melhor produzir uma faixa bem produzida do que quatro, dez ou doze gravadas de forma amadora. Por que? Porque como a faixa foi produzida de forma amadora, ela não terá funcionalidade alguma para a banda. Não terá condições de ser apresentada a uma rádio, ao público ou a um selo, por exemplo. Principalmente ao publico, pois se através dessa gravação ele estiver tomando o primeiro contato com a banda, terá uma péssima imagem sobre a mesma. Público não sabe avaliar se a gravação foi ou não bem produzida. Ele apenas sente que alguma coisa está mal e acaba culpando a banda ou artista, quando na verdade o problema normalmente é a gravação, arranjos e falta de direção artística. Então, para se resolver esse problema, o caminho mais indicado é gravar aos poucos, mas bem gravado. No final, economiza-se, pois o trabalho não precisará ser refeito. Uma música mal gravada pode custar muito mais à banda do que uma bem gravada, pois o dinheiro que se investiu na gravação amadora vai pelos ares, sem trazer nenhum retorno para a banda.

15) Como está o mercado hoje? Como faço para minha banda alcançar o público e obter êxito?
PALUDO: O mercado está diferente. Antigamente, os selos e as gravadoras investiam pesado nos artistas, inclusive em novos artistas, bancando custos de gravação e produção dos álbuns, marketing e divulgação. Hoje a própria banda é responsável por custear seu material de áudio, incluindo a distribuição física e digital. Depois de gravado, masterizado e finalizado, aí sim o trabalho pode ser apresentado a um selo para que esse funcione como um parceiro de distribuição. Mesmo assim, é ideal que a própria banda tenha uma assessoria de imprensa e marketing. As rádios praticamente não tocam artistas novos. A Internet tem sido um ótimo caminho para se divulgar o trabalho. O investimento é razoável, e pode gerar ótimos resultados. E quando o artista procurar um selo, se o album não estiver finalizado, o selo não vai querer nem ouvir. Ou seja, selos, no máximo, prensam (se for o caso) e distribuem. Bancar uma gravação e producão, não mais. A banda pode ainda vender seus CDs nos shows e ser detentora total de sua obra, o que renderá muito mais para a mesma.

16) Por que eu deveria produzir meu trabalho com você?
PALUDO: Além de mais de 20 anos de experiência, possuo formação superior em Comunicação Social (publicidade e propaganda), e mestrado e doutorado alinhando temas relacionados à comunicação e mercado musical. Ou seja, não sou apenas músico, sou comunicador também, o que me permite ter uma visão diferenciada do mercado. Também sou conhecido por ser um produtor não convencional que busca sonoridades alternativas. É isso que o mercado quer. Novos sons, inventividade. Os diversos prêmios que recebi por meus trabalhos foram justamente por esses dois diferenciais: vanguarda e criatividade.

17) Quais os benefícios de se trabalhar com Ticiano Paludo? Ele atua em todos os segmentos?
PALUDO: Logicamente, a teoria básica da produção se aplica à todos os estilos, mas cada produtor acaba se especializando em um determinado segmento. No meu caso, minha especialidade é pop, rock, metal e e-music, além, é claro, de música brasileira. A vantagem é que além da produção em si, procuro encaminhar os artistas que trabalham comigo ao mercado (gravadoras, empresários, veículos de comunicação). Ou seja, não apenas produzo como ajudo a alavancar a carreira.

18) Como eu faço para ser produzido pelo Ticiano?
PALUDO: Basta entrar em contato (pelo formulário disponível nesse site), e marcar uma reunião para que possamos analisar as necessidades do seu trabalho, a verba disponível e demais detalhes.

19) Como funcionam os trabalhos feitos à distância (isto é, se o artista for de outra cidade que não seja Porto Alegre)?

PALUDO: Vamos ver os exemplos para entender...

CASO 1 - Cantor/Cantora Solo sem banda de apoio
* O primeiro passo é a definição do repertório e a linha que o trabalho deve seguir. Isso vai ser a base para todo o resto. Então, eu escolho o repertório junto com o artista (se ele compõe, avaliamos as suas composições, se ele não compõe, eu mesmo componho os temas ou componho com parceiros musicais que trabalham comigo; ainda existe a possibilidade de eu compor junto com o artista). Esta avaliação é feita mediante a audição de uma DEMO produzida pelo artista, normalmente com voz e violão ou voz e piano.

* Depois disso, elencamos a ordem de produção das faixas.

* Produzo o arranjo completo das faixas e à medida que elas vão ficando prontas, envio ao artista para a sua aprovação e para que ele já vá ensaiando sobre as bases.

* Se o artista já tiver maturidade e experiência suficientes, ele mesmo entra em estúdio (sem a minha presença - o que não é indicado, mas em casos de contenção de verba pode ocorrer) e grava os vocais. Esses vocais são enviados a mim via correio ou web. Eu trato os vocais e mixo os mesmos na base das músicas. Pré-masterizo a faixa e envio ao artista para aprovação final. Esse processo é repetido até que o álbum esteja pronto. Mesmo que eu não esteja presente no momento da gravação, uma direção artística e orientação são feitas previamente por mim, seja por telefone, skype, msn e afins...


* O mais indicado é que primeiro todas as bases do álbum sejam produzidas. Daí, após isso, eu viajo até a cidade aonde o artista reside (se for interior, escolhemos a capital mais próxima que disponha de um bom estúdio para a realização do trabalho) e iniciamos o processo de gravação dos vocais e demais instrumentos orgânicos que se fizerem necessários. Nesse caso, os custos de estada, alimentação, translados e passagem aérea correm por conta do contratante, no caso, do artista ou investidor (quem está bancando a produção do trabalho). Antes de entrarmos em estúdio, ensaiamos juntos para afinar os arranjos e interpretações.

* Após o processo de gravação dos vocais, eu trago esse material todo que foi gravado de volta ao meu estúdio em Porto Alegre e vou mixando e finalizando cada faixa. O álbum é finalizado. Leia a pergunta/resposta nº 9 para complementar essas respostas.

CASO 2 - Cantor/Cantora com banda de apoio ou Bandas
* O primeiro passo é a definição do repertório e a linha que o trabalho deve seguir. Isso vai ser a base para todo o resto. Então, eu escolho o repertório junto com o artista (se ele compõe, avaliamos as suas composições, se ele não compõe, eu mesmo componho os temas ou componho com parceiros musicais que trabalham comigo; ainda existe a possibilidade de eu compor junto com o artista). Esta avaliação é feita mediante a audição de uma DEMO produzida pelo artista, nesse caso, uma boa gravação de ensaio é suficiente.

* Depois disso, elencamos a ordem de produção das faixas.

* Então, eu viajo até a cidade aonde o artista reside (se for interior, escolhemos a capital mais próxima que disponha de um bom estúdio para a realização do trabalho) e iniciamos o processo de gravação dos vocais e instrumentos orgânicos que se fizerem necessários. Nesse caso, os custos de estada, alimentação, translados e passagem aérea correm por conta do contratante, no caso, do artista ou investidor (quem está bancando a produção do trabalho). , no caso, do artista ou investidor (quem está bancando a produção do trabalho). Antes de entrarmos em estúdio, ensaiamos juntos para afinar os arranjos e interpretações.

* Após o processo de gravação em estúdio, eu trago esse material todo que foi gravado de volta ao meu estúdio em Porto Alegre e vou mixando e finalizando cada faixa. O album é finalizado. Leia a pergunta/resposta nº 9 para complementar essas respostas.

 

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